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Artigo: Empreendedorismo com oportunidades inovadoras

21/12/2017

Por Tatiana Juventino Bastos

Confira o artigo de Tatiana Juventino Bastos. Para ela, o empreendedorismo é fator de transformação de ideias em negócios.

RESUMO

O empreendedorismo é fator de transformação de ideias em negócios, é fazer as coisas acontecerem de fato, uma vez que as características e comportamentos empreendedores, compõe o cenário mundial, desenvolvendo a sociedade e seu tino empresarial. No decorrer do artigo é apresentado a diferença entre modelos de negócios tradicionais e inovadores (startups), onde o empreendedorismo tente a potencializar a inovação e conduzir as empresas ao sucesso, e ainda que oportunidade se faz com inovação quando o valor é percebido, nem sempre uma ideia inovadora vem de tecnologia, a ideia inovadora traz transformações e impacto na vida do empreendedor fazendo com que a inspiração a co-criação e validação do negócio, faz com que se tornem dinâmicos e criativos os projetos frente as oportunidades. Infelizmente o maior índice de empresas abertas no Brasil atualmente são maiores pelo indicador, necessidade e não mais por oportunidade, devido ao alto número de desligamento de empregados das corporações, em resposta ao cenário nacional em crise acentuada, impossibilitando assim a absorção dessa mão de obra, que por não terem opção, optam por trabalharem por conta própria. Daí surge a relevância desse artigo, afim de colaborar com esses candidatos a empreendedores a não se aventurarem em um mundo tão promissor que é mundo dos negócios, desde que seja feita de forma profissional e não amadora.

Palavras-Chave: Empreendedorismo. Inovação. Negócios. Oportunidades. Startups.


1. INTRODUÇÃO

Esse artigo possui uma sequência lógica, embora possa ser utilizado isoladamente está assim subdividido: no primeiro capítulo será abordado sobre empreendedorismo definindo o comportamento e perfil de uma pessoa empreendedora, no segundo capítulo será apresentado as diferenças entre modelos de negócios tradicionais e startups sendo este um dos principais gargalos do empreendedor ao definir o que quer abrir. No terceiro capítulo será abordado sobre oportunidades inovadoras, tendo uma boa ideia bem executada, e por último o quarto capítulo, como transformar ideias inovadoras, onde antes de tudo conhecer o mercado é primordial para iniciar um negócio.

O tema foi escolhido pois empreendedorismo é um dos principais comportamentos para futuros empreendedores a transformarem em algo inovador. Isso faz com que as pessoas conheçam um pouco mais sobre a concepção de uma ideia de negócio.

Com isso o resultado é contribuir com idealizadores que sonham em ter seu próprio negócio a terem informações para tirar seu projeto da gaveta e colocá-lo em prática depois de conhecer as oportunidades e modelos de negócios a serem explorado em um mercado altamente competitivo.

Esse tema se torna relevante devido ao número de empreendedores que é cada dia mais crescente, sendo por oportunidade ou necessidade, em que o cenário econômico do país passa por extrema queda e o grande número de demissões no país e a ineficiência de absorção no mercado os trabalhadores desvinculados de suas empresas buscam como saída a criação de oportunidade de um negócio em cima de uma necessidade, e esse artigo traz informações para melhor tomada de decisão em um cenário incerto.

Esse artigo será feito com relatos de autores, com citações diretas retiradas de livros, internet, manuais entre outros em que farei a contextualização destas citações no início ou no final do tema, percorrendo com os títulos mais relevantes dentro do tema escolhido sendo finalizado com as referências e considerações finais. A metodologia utilizada para o artigo é qualitativo, de caráter bibliográfico exploratório. Traz procedimentos baseados em minha experiência profissional, os procedimentos metodológicos utilizados foram através de levantamento pesquisa bibliográfica, citações de livros, internet, e-books, manuais, e ainda sobre vivências compartilhadas de clientes. Esse trabalho também conta com pensamento de autores para contribuir com minha reflexão, onde conclui-se que ser empreendedor é relacionar seu conhecimento a práticas inovadoras, a busca de informação, persistência e preparar-se para esse negócio.

2. EMPREENDERORISMO

As pessoas possuem características que as levam a tomarem decisões a partir de suas visões dinâmicas, com capacidade de correrem riscos calculados, em algumas vezes investem seu tino empresarial em uma ideia, assumindo riscos calculados usando a criatividade para criar seu próprio negócio amparados por informações que os levam a inovarem sempre.

De acordo com Dornelas (2008, p. 19) “enquanto a maioria dos empreendedores nasce com um certo nível de inteligência, empreendedores de sucesso acumulam habilidades relevantes, experiências e contatos”.

Segundo Chiavenato (2008, p. 7) “o empreendedor é a pessoa que consegue fazer as coisas acontecerem, pois é dotado de sensibilidade para os negócios, tino financeiro e capacidade de identificar oportunidades”.

De acordo com Timmons (1994, online) “o empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século XXI mais do que a revolução industrial foi para o século XX”. Segundo Franco (2000, online) “define o Empreendedorismo como protagonismo social, que rompe os laços de dependência, gerando desenvolvimento através da cooperação”. Já para Malheiros, Ferla e Cunha (2005, p.19), “o empreendedorismo é composto por diferentes fatores, presentes em diferentes doses em cada empreendedor. Embora existam muitas variações no perfil empreendedor”.

Segundo Degen (2009, p.4) “os empreendedores estão cada vez mais conscientes de que o sucesso de seus negócios só é sustentável se a sociedade e o meio ambiente em que atuam estiverem bem e forem sustentáveis”.

Desta forma o empreendedorismo vai além de técnicas e expertises, e sim um comportamento gerando atitudes que levam o empreendedor serem mais ousados, visionários, que correm risco calculados, buscam informações e atualizam sempre gerando oportunidades inovadoras.

2.1 DIFERENÇA ENTRE MODELOS DE NEGÓCIOS TRADICIONAIS E STARTUP.

Um dos maiores gargalos de um empreendedor ao abrir sua empresa é definir o modelo de negócio, sendo este um fator de extrema relevância, pois muda todo o percurso, podendo ser algo mais robusto ou algo previsível ao mercado.

A transformação de uma empresa se dá a partir do estabelecimento de metas claras com a atuação das pessoas certas: simples, abertas, pragmáticas, motivadas, preparadas e dispostas a transformar (MAZZARDO et al 2015, p.12).

Alguns empreendedores ficam divididos quanto ao melhor modelo de negócios, seja ele tradicional ou startup, em que uma empresa tradicional é medida de acordo com demandas de um mercado mais previsível e com grau de risco moderado, já startups são empresas com alta complexidade e alto risco, onde se cria o produto para despertar a necessidade do cliente em tê-lo, propondo soluções para demandas na maioria das vezes inexistentes (GYTAHY, 2016).

De acordo com o Guia do Empreendedor (2016, online) “startup normalmente surge por conta de uma oportunidade identificada, uma tendência, a descoberta da solução para um problema”. Diz o Guia do Empreendedor (2016, online) “pessoas que trabalham em uma startup também vivem em um clima de incertezas e precisam ser bastante pacientes e persistentes para continuar se esforçando em prol do sucesso.

De acordo com Trutmann (2013, p.19) “ o valor de seguir um sonho está nessa felicidade que nos permite passar horas fazendo o que gostamos, sem ter noção do tempo, e que nos dá a autoconfiança de nos sentirmos satisfeitos com o que temos”.

A diferença entre as empresas tradicionais e startups, são que as startups tem ciclos pequenos e ágeis para reorganização e validação de sua ideia de negócios com foco na inovação. Já as empresas tradicionais trabalham em cima de uma demanda já existente de mercado previsível, é algo mais estático, com relação ao modelo de negócio que é mais dinâmico usado mais pelas startups.

2.2 OPORTUNIDADES INOVADORAS

As empresas inovadoras ameaçam as empresas acomodadas, pois aproveitam as oportunidades fazendo delas uma mola propulsora de seus negócios de forma a se destacarem no mercado.

De acordo com Brown (2010, p.105) “a inovação tem sido definida como uma boa ideia bem executada”. Ainda em acordo com Brown (2010, p.105) “novos produtos ou serviços podem ser fadados ao fracasso por todo tipo de razões: qualidade inconsistente, marketing apático, distribuição não confiável ou determinação de preços pouco realistas”.

Já para Degen (2009, p. 423) “pensar sobre oportunidades não é algo que muitos empreendedores fazem. Mais pessoas iniciam empresas antes de ter identificado a oportunidade de negócio do que o contrário”. Segundo Dornelas, (2008, p.37) “ Talvez um dos mitos a respeito de novas ideias de negócios é que elas devem ser únicas.

Segundo Franzosi (2009, p.5) “nenhuma empresa, de qualquer porte ou ramo de atividade, consegue hoje manter suas posições no mercado se permanecer indiferente às novas tecnologias e aos novos modelos de gestão.

Quanto mais informações e conhecimento, mais chance do negócio ser bem sucedido, todo o esforço que puder fazer para aprender sobre o setor escolhido, sobre os clientes, mercado, mais segurança terá e mais distante estará do fracasso, renovando as ideias frente as experiências também compartilhada.

2.3 COMO TRANSFORMAR IDEIAS EM OPORTUNIDADES

Buscamos por atividades inovadoras e únicas no mercado sendo a maior ansiedade de um empreendedor, que na maioria das vezes investe todo seu patrimônio e economias, apostando em algo que o diferencie do mercado já existente.

Nenhum empreendedor deve duvidar de que, para estar em condições de iniciar um negócio, o conhecimento sobre o mercado é fundamental. Obter informações reais sobre concorrentes, fornecedores e futuros clientes é tão importante quanto definir o tipo de processo produtivo ou a localização do futuro empreendimento (MALHEIROS, FERLA E CUNHA, 2005, p. 68).

Em acordo com a Endeavor (2011, online) “o empreendedor precisa começar com uma ideia e com a clara noção de que sua ideia precisará de muitas adaptações, complementações e mudanças de rumos radicais”. Já segundo o SEBRAE (2016, online) “oportunidades são problemas/necessidades que precisam ser atendidos por um negócio, de acordo com o perfil do consumidor e as tendências do mercado”.

O empreendedor, primeiramente, deve ser, no mundo real, aquela pessoa que busca a solução para os problemas, que transforma sonhos em realidade, decide por si e pela empresa a melhor estratégia de penetração e posicionamento no mercado, determina o produto e o público-alvo e arregaça as mangas para alcançar os objetivos e metas traçados (COLEÇÃO GESTÃO EMPRESARIAL, 2002, p. 16).

“Se uma ideia se torna propriedade privada, provavelmente se cristalizará e se fragilizará com o tempo” (BROWN, 2010, p. 224). É preciso que o empreendedor tenha outras opções que o estimule e amplie suas possibilidades, utilizando de seu conhecimento adquirido e criatividade, onde ser competitivo é estar lado a alado com seu concorrente e não se privar, tornando a relação de parceiros e não concorrentes, tornando os competitivos de forma saudável.

Se você não tomar cuidado, corre o risco de se prender demais aos projetos do dia a dia e se esquecer de quais são seus planos a longo prazo. Sem contar que você pode acabar limitando-se por não sonhar grande o suficiente (PESCE, 2012, p.12).

De acordo com Malheiros et al. (2005, p.57) “todas as ideias, mesmo incompletas, são válidas quando se está no processo de escolha. O processo de criação normalmente se desenvolve a partir de bombardeios de ideias que nem sabemos de onde surgem”.

O ser humano é conhecido por ser criativo e capaz de criar soluções originais, visando transformar uma ideia em uma oportunidade de negócios. A maioria das empresas fecham antes do primeiro ano de vida, por falta de preparo e conhecimento de mercado.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esta pesquisa tem como objetivo destacar as principais temáticas ao idealizar um negócio, foram inseridos diversos trechos de autores, pesquisadores que contam sobre o empreendedorismo e suas vertentes que são molas propulsoras para um negócio bem-sucedido. Para que a pesquisa não se tornasse muitos teóricos, foi inserido algumas palavras minha parafraseando a ideia de um autor e sobre minha experiência profissional complementei. Contatou-se ainda que as pessoas que possuem características empreendedoras fazem com que as oportunidades virem circunstâncias favoráveis na criação de oportunidades fomentada gerando negócios promissores. Foi relatado ainda que o empreendedor tem que ser visionário pensar em ações de médio e longo prazo também, não somente ações rotineiras, presas ao dia a dia. Não se deve limitar a uma ideia apenas quando está na fase de escolha, fazer um brainstorming para analisar e validar todas as ideias de acordo com o mínimo produto viável.

Ainda traz a alerta que ninguém deve entrar em um negócio sem conhecer a atividade a fundo e que o empreendedor ao escolher ser dono de seu próprio negócio, tem que estar disposto a construir um negócio que atenda a necessidade do mercado e/ou que seja capaz de despertar o desejo de consumo no cliente, valorizando assim o valor percebido do produto, quando mais informações e validações no mercado mais chance tem da empresa dar certo.

As empresas inovadoras ameaçam as empresas conservadoras que se prendem aos tradicionais costumes de gestão e conservadorismo. Ser exclusivo no mercado não quer dizer que será pioneiro no negócio que escolheu, uma ideia isolada ela não tem valor, somente o que for executado, de que adianta ser uma ideia que você acredita, mas o mercado não absorve, ou ter uma ideia e não por em pratica, isso não passará de um idealismo sem sucesso.

Acima de tudo não basta querer concretizar um sonho, é preciso ser paciente e persistente e se permite passar horas fazendo o que gosta, sem ter noção do tempo permite passar horas fazendo o que gostamos.

Para finalizar, o empreendedor é aquele capaz de fazer as coisas acontecerem com capacidade de identificar oportunidades sempre inovadoras.

REFERÊNCIAS

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BROW, Tim. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Com Barry Katz; tradução Cristina Yamagami. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
CORDEIRO José Vicente B. de Mello. Gestão Empresarial. Curitiba: Associação Franciscana de Ensino Senhor Bom Jesus. Coleção gestão empresarial, 2002.
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MALHEIROS, Rita de Cássia da Costa . et al. Viagem ao Mundo do Empreendedorismo. 2 ed. Florianópolis : IEA .– Instituto de Estudos Avançados. 2ªedição, 2005.
PESCE, Bel. A menina do Vale - Como empreendedorismo pode mudar sua vida. 1ª ed. São Paulo: 2012.
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